Terça-feira, 27 de Setembro de 2005

ARNO GRUEN

ARNO GRUEN



(...)
Grave no nosso conformismo não é só o facto de vivermos todos, até certo ponto, involuntariamente segundo a vontade de outros. O realmente perigoso é que a partir do momento em que vivemos, por assim dizer, fora da nossa corporalidade, começamos a temer a liberdade que acordou, de repente, pela manifestação do nosso sentido individual primitivo. Todos nós desejamos ser livres mas, ao mesmo tempo, estamos em vários sentidos comprometidos com o poder, desejando o reconhecimento e os louvores dos seus detentores. Isso condena-nos a procurarmos eternamente a aprovação da mesma gente que nega as nossas verdadeiras necessidades. (...)

Arno Gruen
(1923)
(in «A Traição do Eu»,
tradução de Lumir Nahodil)






*
Arno Gruen nasceu em Berlim, Alemanha, no ano de 1923, tendo emigrado com os seus pais para os Estados Unidos da América em 1936. Em Nova Iorque estudou psicologia, doutorando-se neste área em 1961, com Theodor Reik. Desenvolveu, depois, várias actividades em universidades e hospitais norte-americanos. Foi professor da disciplina na Universidade de New Jersey. Dirigiu o Departamento de Psicologia da Clínica de Harlem. Regressa à Europa em 1979, vivendo hoje em Zurique, onde pratica psicoterapia e psicoanálise. Tem vários escritos sobre a empatia e a civilização contemporânea. Na sua bibliografia, detém dois livros editados em inglês, "The Betrayal of the Self" (Grove, 1988), (traduzido por Lumir Nahodil e divulgado em Portugal pela Assírio & Alvim com o título «A Traição do Eu»), e "The Insanity of Normality: Realism as Sickness" (Grove, 1992). Pertenceu aos quadros do "Institut fur Lerntherapie" (Institute for Learning Therapy) em Schaffhausen. No Outono de 2001 foi distinguido pelo seu livro "Der Fremde in uns with the Geschwister-Scholl price". Recentemente publicou "The Fight for Democracy". Nesta obra argumenta, uma vez mais, sobre a questão da ilusão colectiva provocada pela liderança entre indivíduos que se sujeitam (ou os conduzem) à obediência cega, à crueldade e o ódio.

***

publicado por Lucidez MSA às 19:52
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